Poliuretano termoplástico em calçados fabricados no Rio Grande do Sul

8 01 2008

A Formax Quimiplan – Componentes para Calçados, de São Leopoldo (RS), está colocando no mercado neste mês a primeira aplicação prática do poliuretano termoplástico (TPU) para o setor desenvolvido a partir de fontes vegetais. A base orgânica do Thermogreen é soja, milho, mamona e girassol, entre outras alternativas, em substituição ao petróleo usado até agora para a produção de contrafortes e couraças (peças internas que estruturam os sapatos).

Os componentes de fontes renováveis chegam ao mercado com preço similar ao dos petroquímicos – na faixa de R$ 0,70. Os ganhos para os calçadistas estão no avanço na questão da sustentabilidade: o Thermogreen é integralmente reciclado.

O diretor da Formax, Flávio Faustini, destaca que o Thermogreen vai agregar valor e ajudar a desvincular o calçado dos custos crescentes dos derivados de petróleo. Pela mão dos fabricantes de calçados, a novidade chegará ao consumidor final com a coleção outono-inverno 2008.

“O Thermogreen é comparável ao biodiesel adotado pela frota automotiva”, disse o diretor da Formax, lembrando que a tecnologia pode ser direcionada para outros setores, como o próprio automotivo e o moveleiro. O empresário conheceu a novidade em outubro passado, em uma feira na Alemanha. A venda média mensal para a indústria calçadista é de 600 mil metros quadrados.

O custo de processamento é semelhante, tanto com a matéria-prima de origem petroquímica como a renovável (vegetal). “Talvez ocorra alguma redução com aumento do volume de produção”, destacou. A Formax tem em carteira cerca de 2,5 mil indústrias calçadistas. De acordo com o executivo, o processo de migração deve durar doze meses.

REFERÊNCIA:
ARRUDA, Guilherme. Empresa gaúcha produz sapato feito com soja e milho. Da Gazeta Mercantil. Disponível em: <http://br.invertia.com/noticias>. Acesso em: 08 Jan 2008

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Dow Brasil lança poliuretano termoplástico para calandragem

2 01 2008

A Dow Brasil lança um novo poliuretano termoplástico (TPU) que pode ser usado em aplicações como correias transportadoras e revestimentos para tubulações. O produto será apresentado sob a marca Pellethane.

A expectativa da empresa com o produto é preencher uma necessidade não atendida no mercado de elastômeros, de alto desempenho para o processo de calandragem, destaca o diretor de produto da Dow para os poliuretanos termoplásticos Pellethane e Isoplast, Mike Szabo.

De acordo com nota emitida pela indústria química, além de ser apropriado no processo de calandragem, um método utilizado para aplicações de resina diretamente sobre tecidos e outros substratos, o Pellethane também pode ser usado em processos como moldagem por injeção e extrusão e moldagem por sopro.

REFERÊNCIA:
PORTAL ASSINTECAL BRASIL. Dow Chemical lança poliuretano termoplástico para calandragem. Disponível em: <http://www.assintecal.org.br>. Acesso em: 02 Jan 2008.





Plástico vegetal pode substituir petróleo na indústria calçadista

28 12 2007

Formax lança a primeira aplicação prática brasileira do TPU (poliuretano termoplástico) desenvolvido a partir de fontes vegetais, portanto renováveis. Surge na indústria calçadista a primeira aplicação prática brasileira de poliuretanos termoplásticos – TPU – desenvolvidos com base orgânica em substituição ao petróleo. A inovação vem pelas mãos da Formax Quimiplan – Componentes para Calçados Ltda., de São Leopoldo/RS, que há dez anos já desenvolve um trabalho pioneiro de reciclar resíduos de seus próprios produtos.

Agora, está lançando o Thermogreen, linha de contrafortes e couraças (peças internas que estruturam os sapatos) produzida a partir de polímeros feitos de fontes renováveis, como soja, milho, mamona e girassol, por exemplo. “O Thermogreen é a era do biodiesel chegando à indústria calçadista”, compara Flávio Faustini, diretor da Formax. A empresa é líder brasileira no fornecimento destes insumos e incorporou a busca de soluções para negócios sustentáveis a suas estratégias cotidianas.

Além de representar um avanço ambiental relevante, o novo produto tem significação comercial e econômica. Faustini destaca que o Thermogreen vai agregar valor e ajudar a desvincular o calçado dos custos crescentes dos derivados de petróleo, mantendo as propriedades e eficácia da formulação tradicional. Na prática, estes componentes, agora gerados a partir de fontes vegetais, chegam ao mercado com preço similar ao dos petroquímicos.

Os ganhos, portanto, são no sentido de avanço concreto na questão da sustentabilidade do planeta. O mundo deve consumir 16,3 bilhões de pares de calçados em 2007. Mais de 700 milhões são produzidos no Brasil. Os contrafortes, usados como reforço interno na altura do calcanhar, e as couraças, utilizadas com a mesma função sobre o peito do pé, estão em grande parte desta produção.

REFERÊNCIA:
MONITOR MERCANTIL DIGITAL. Plástico vegetal pode substituir petróleo na indústria calçadista. Disponível em: <http://www.monitormercantil.com.br>. Acesso em: 28 Dez 2007.