E se não existisse plástico?

14 04 2013

REFERÊNCIA
SUPER INTERESSANTE. E se não existisse plástico?. Disponível em:<super.abril.com.br> Acesso: 13 Mar 2013.


Produziríamos tanto lixo quanto e continuaríamos poluindo – mas com outros materiais. A maior vantagem, na prática, é que alguns aparelhos seriam mais bonitos

A natureza estaria livre de dejetos que demoram até 450 anos para se decompor. Haja lixo. A Associação Brasileira da Indústria do Plástico prevê que cada brasileiro consumirá 46 kg de plástico em 2015. Um mundo sem ele seria, então, o Éden dos ambientalistas? Nem tanto. Sem as vantagens do plástico, nossos alimentos teriam menos segurança e os aparelhos eletrônicos se pareceriam com as televisões dos nossos avós. Além disso, haveria mais gente vivendo no campo. Seria uma viagem no tempo. “O plástico é relativamente novo. Seu uso em larga escala não tem nem um século”, diz a pesquisadora Mara Lúcia Siqueira, do Laboratório de Embalagem e Acondicionamento do Instituto de Pesquisas Tecnológicas. Em 1950, a produção mundial era de 1,5 milhão de toneladas, uma mixaria se comparada às atuais 265 milhões de toneladas por ano.

Sem o plástico, voltaríamos a usar mais vidro, papel e madeira. O que, por outro lado, poderia gerar novos problemas. Se hoje a taxa de devastação da Amazônia brasileira é de 18%, em um mundo sem plástico ela seria maior. Afinal, continuaríamos consumindo e poluindo. E a economia sofreria um baque. Nos Estados Unidos, a Associação da Indústria do Plástico estima que ele empregue 900 mil pessoas e movimente US$ 341 bilhões por ano. Só o Brasil exportou US$ 1,5 bilhão e importou US$ 3,3 bilhões em produtos plásticos em 2011. Eles vão de embalagens a materiais de construção e até sandálias femininas. Diga alô aos tamancos!

Vida de plástico
Voltaríamos no tempo como na série Mad Men. Só para ver que ele não é tão vilão

Volta ao campo
Sem o plástico, e com o uso alternativo de materiais de origem vegetal, haveria mais empregos nas zonas rurais para abastecer a demanda. O trabalho seria puxado. O plástico trouxe muitas facilidades à agricultura. Por exemplo, sistemas de irrigação levam plástico nas mangueiras, dutos e canais. Sem ele (e sem as estufas, que também têm plástico), seríamos mais dependentes do clima. Assim, a variedade de comida no mercado diminuiria.

Futuro de vidro
O bioplástico, feito à base de amido de milho, entre outros, seria uma alternativa sustentável popular. Mas ele custa até quatro vezes mais que plástico, então encareceria muitos produtos. Além dele, teríamos mais vidro, em várias formas. Cientistas franceses criaram um material orgânico e maleável com as mesmas propriedades do vidro tradicional.

Monitor de mogno
Computadores seriam de metal ou madeira, com dispositivos internos adaptados à nova realidade, feitos de silicone, por exemplo. De madeira também seriam os fones de ouvido, como os da marca thinksound. E todos trabalhariam como a americana Beth Terry, autora do livro Plastic-Free (sem versão no Brasil). Ela abandonou canetas de plástico, adotando lápis e caneta tinteiro. Canecas substituiriam copos descartáveis. E a falta da garrafa térmica impulsionaria o café fresquinho. Viva!

Pau na máquina
Sem plástico, aparelhos eletrônicos poderiam ser mais pesados. Isso porque eles teriam madeira no lugar, como os eletrodomésticos de antigamente. Ao mesmo tempo, parafernálias que hoje são excêntricas seriam normais, como o eco-amp, um amplificador para iPhone de papelão, ou ainda as capas de cortiça para tablets.

Aumente a garagem
Automóveis seriam parecidos com os grandões da década de 1950, feitos quase inteiramente de aço. Hoje em dia, o plástico está em 50% da composição dos veículos. Eliminando-o, os carros pesariam o dobro e, consequentemente, gastariam até 35% a mais de combustível. Quanto mais pesado um automóvel, mais poluente.

Vilão carismático
A ilha de lixo do Pacífico, composta basicamente de plástico, seria muito menor. Mas as vitórias verdes seriam poucas. Sem plástico, usaríamos mais borracha e alumínio, que demoram até 500 anos para se decompor. “O que está errado é o exagero do uso”, diz Monica Pilz, coordenadora do Instituto 5 Elementos, que divulga práticas sustentáveis.

Fontes:
Conselho Americano de Química; Mara Lúcia Siqueira, pesquisadora do Laboratório de Embalagem e Acondicionamento do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT); Monica Pilz, coordenadora do Instituto 5 Elementos; Plastic-Free: How I Kicked the Plastic Habit and How You Can Too, de Beth Terry

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Casa de Plástico vira alternativa para a construção civil.

16 09 2010

REFERÊNCIA:
SACOLINHAS PLÁSTICAS. Casa de Plástico vira alternativa para a construção civil. Recicle, Reutilize e Reduza o desperdício das sacolas plásticas!. Disponível em: <sacolinhasplasticas.blogspot.com>. Acesso: 15 Set 2010


A casa plástica é formada por uma estrutura de aço de alta resistência, que suporta elevados índices de corrosão e placas de Polietileno de Alta Densidade (PEAD) reciclado, que resultam em peças de grande rigidez e baixa deformabilidade. As placas são preenchidas com resina plástica de poliuretano, que não agride a natureza e tem grande durabilidade

Uma casa pré-fabricada com placas de plástico reciclado, que visa a preservação do meio ambiente, baixo custo de materiais, redução na mão-de-obra, rapidez e praticidade na hora de montar estará disponível no mercado imobiliário em breve. É o que garante o engenheiro civil e sócio-diretor da empresa Impacto Protensão, Joaquim Caracas, que desenvolveu a Casa Popular de Plástico e quer agora certificar o protótipo para comercializar o produto.

Em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC) e com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), a Impacto Protensão, empresa especializada em oferecer serviços para construção civil, aguarda a certificação do produto, com as normas exigidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), para vender a Casa de Plástico. “Em três meses teremos a autorização preparada com o auxílio da UFC para colocarmos o produto no mercado”, explica Joaquim.

De acordo com Joaquim, hoje mais de 300 casas já foram construídas e alugadas para canteiros de obras, salas de aula, pousadas e até para o quartel da Guarda Municipal de Maracanaú (CE), por um preço médio de R$ 36,00 o metro quadrado. Além disso, a intenção do fabricante é vender moradias populares para todo o país. “A iniciativa é uma alternativa mais econômica e acessível para a população de baixa renda”, diz.

Como se trata de uma casa pré-fabricada o tempo de execução é bem inferior aos sistemas tradicionais. “A montagem da estrutura, instalações e acabamentos leva um dia, se o terreno estiver preparado. No segundo dia, é aplicado o gesso para fazer o acabamento e a casa está pronta”, comenta.

Vantagens

Segundo Joaquim, a casa de plástico apresenta algumas vantagens em relação às construções convencionais, que precisam de tijolos, areia, madeira e cimento. “A casa plástica é rápida de montar, tem um maior conforto térmico e acústico, material durável e é fácil de limpar”.

Além disso, de acordo com o fabricante apesar da casa ser feita de plástico, a estrutura é resistente ao calor por ser feita de aço. “Testes realizados pela ABNT mostraram que a base metálica é resistente às altas temperaturas”, garante o engenheiro.

Porém, ele afirma que testes contra incêndios ainda estão sendo feitos para garantir a total segurança da casa. “A vantagem do plástico é que ele não deixa o fogo se alastrar, diferente da madeira que se propaga facilmente. Em caso de acidente, o fogo seria controlado mais rápido na casa plástica, com certeza”, afirma.

Especificações

O modelo da casa plástica é fabricado em um padrão popular de 40 m² com dois quartos, um banheiro e uma sala/cozinha. Joaquim explica que a casa plástica é feita a partir de uma estrutura metálica de alta qualidade e por placas plásticas produzidas em Polietileno – material rígido, porém leve, de fácil processamento e baixo custo – 100% reciclado.

As placas de Polietileno são fixadas através de perfis de PVC no sentido vertical e perfis “H” no sentido horizontal. “Nessa fixação, devido à posição dos perfis, a casa torna-se totalmente impermeável, não havendo a possibilidade de infiltrações”, comenta o engenheiro. Depois de fixadas, as placas recebem uma vedação preenchida com espuma de poliuretano, que visa uma proteção térmica e acústica. “O poliuretano não transmite calor”, pontua Joaquim.

Revestimento

Após a montagem das placas, é feito o acabamento interno em gesso. “Dessa forma poderá haver a aplicação de textura, pintura convencional (tinta látex) e até a colocação de revestimento cerâmico”, diz o engenheiro.

Detalhes como a caixa d’água, também foram pensados pelo profissional. “Ela terá um formato apropriado para inserir-se na estrutura, ficando ‘encaixada’ entre o telhado e a estrutura do banheiro”. Os demais materiais como portas e janelas ficam a critério do cliente, devido à facilidade de montagem da casa.

Para a cobertura, o profissional explica que o telhado é feito a partir de fibra vegetal (telha ecológica) o que garante uma alta qualidade. “Ao contrário do amianto não transmite a temperatura externa para o ambiente interno”.

Segundo o fabricante, as instalações elétricas podem ser externas ou embutidas no revestimento, ficando a critério do cliente. “No uso residencial as instalações seriam esteticamente melhor se embutidas. Mas no caso de um ambiente comercial, como um canteiro de obra, por exemplo, as instalações externas são mais práticas devido às possibilidades de futuras mudanças”, orienta.

Por se tratar de uma casa que ainda passa por um processo de análise de materiais, o modelo não tem um preço definido para comercialização. “Ainda não temos o preço estimado da casa plástica, porém será um valor inferior ao das casas convencionais existentes no mercado”, conclui o profissional.





Espuma reciclada pode substituir espuma à base de soja em estofamentos automotivos

5 09 2010

REFERÊNCIA:
ARAUJO, Marilu. DEPOIS DA RODA. Espuma reciclada pode substituir espuma à base de soja em estofamentos automotivos. Disponivel em: <bradescoseguroauto.jalopnik.com.br>. Acesso: 05 Set 2010


Graças a um novo processo industrial, as montadoras podem reciclar sobras de espuma de poliuretano para usá-las na produção de assentos para veículos.

As aparas de espuma são trituradas e submetidas a tratamento termoquímico. Em seguida, a massa obtida é moldada no formato de assentos e de apoios de cabeça usados em veículos.

A espuma reciclada corresponde a 5% do peso do material usado no assento e a 10% do empregado nos apoios de cabeça e substitui a quantidade de espuma à base de soja utilizada anteriormente.

Embora a espuma à base de soja cause menos impacto ambiental do que a de poliuretano, o processo de reciclagem dessa última promoverá o aproveitamento de resíduos antes descartados.

A Chrysler, por exemplo, conseguirá reciclar nos Estados Unidos mais de 80 toneladas de aparas de espuma de poliuretano. O volume de material equivale à carga total de 33 caminhões de lixo. Os assentos e apoios de cabeça produzidos com a nova espuma equiparão a versão 2011 do SUV Grand Jeep Cherokee. No futuro, a montadora espera aumentar o uso da espuma reciclada para 10% nos assentos e 20% nos apoios de cabeça.

O uso sustentável de matéria-prima também está nos planos de outras montadoras. Algumas delas passaram a informar não só a eficiência no uso de combustível como o índice de componentes recicláveis em cada veículo.

Recentemente, a Ford norte-americana anunciou que 85% dos componentes usados no SUV Explorer 2011 podem ser reciclados. Já a Smart informou que 95% das peças do pequenino ForTwo são recicláveis.

No vídeo a seguir (em inglês), os especialistas da Chrysler explicam o processo de reciclagem das aparas de espuma de poliuretano.





A importância do plástico na nossa vida.

26 03 2008

Seguindo a onda da tentativa de extinguir as famigeradas sacolas plásticas, estive pensando em escrever um texto mostrando que o vilão dessa história toda não é o plástico, mas nós mesmos que não sabemos como utilizá-lo corretamente. Encontrei então esse texto que exprime exatamente o que eu penso, e para não reinventar a roda, apenas reproduzo-o abaixo.

Consciência, essa é a ordem. Não adianta culpar o plástico pelos nossos atos falhos, pela nossa incompetência em saber como nos comportar, pela nossa falta de zelo pela natureza.

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Isso é culpa nossa ou do plástico?

Por vivermos num mundo globalizado, extremamente moderno, estamos sempre em busca da velocidade e praticidade, o que torna o plástico indispensável na atualidade, que atua de forma dinâmica e eficaz em todos os setores da sociedade, desde a medicina, passando pelos eletrodomésticos até aos mais sofisticados produtos utilizados pela NASA, sendo assim, o SIMPEP – Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado do Paraná acredita que não é possível simplesmente querer abolir o plástico de nossas vidas, seria um retrocesso de no mínimo 100 anos, devemos sim, procurar soluções alternativas para que possa haver um consumo sustentável e racional.

É importante conjugar o verbo reciclar e conciliar, porque caso não tenhamos o plástico, teremos que utilizar outro recurso. “Será que o pensamento retrógrado de extinguir as sacolas plásticas, não nos levará novamente a procurar outra fonte, como os antigos sacos de papel, à base de celulose. Isso não acentuaria ainda mais o desmatamento”, enfatiza Dirceu Galléas, presidente do SIMPEP.
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Coim Brasil recicla 180 toneladas de sucata de poliuretano

13 03 2008

Coim Brasil O balanço anual da Coim Brasil revela que, em 2007, cerca de 180 toneladas de sucata de poliuretano (PU) foram reaproveitadas em sua unidade de reciclagem de Novo Hamburgo/RS. O número equivale a 18 carretas de pares de calçados que deixaram de ser jogados no lixo ou ao peso de uma baleia azul adulta – considerada o maior e mais pesado mamífero da Terra – e à soma de 198 carros populares.

Segundo dados da empresa, por mês, cerca de 15 toneladas de PU passaram pela reciclagem no ano que passou. Com o material reciclado, além do ganho ambiental, os fabricantes de solados têm uma redução 7% menor no custo de fabricação de um novo par de calçados.

Criada em 2003, no Sul do Brasil devido a preocupação da empresa com as questões de preservação ambiental, a unidade de reciclagem da Coim, até então inédita no país, possibilita o reaproveitamento de solados de poliuretano descartados pela indústria transformando-os novamente em matéria-prima com qualidade equivalente ao produto original, tanto em dureza quanto em conforto, mantendo a mesma resistência e abrasão.

A quantidade de material que pode ser reaproveitado pela indústria calçadista é significativa. Cerca de 5% da produção nacional de solados de PU é descartada e vai parar em aterros sanitários que nem sempre estão preparados para receber esse tipo de resíduo. Atualmente, esses lixões estão com a capacidade de armazenagem no limite.

Esse tipo de material demora cerca de cinco anos para decompor na natureza. Com a planta de reciclagem, a Coim reduz o impacto ambiental dando um destino ecologicamente correto aos solados descartados transformando-os em matéria-prima para fazer novos solados.

REFERÊNCIA:
PORTAL ASSINTECAL. Coim Brasil recicla 180 toneladas de solados. Disponível em: <http://www.assintecal.org.br>. Acesso: 13 Mar 2008





Poliuretano termoplástico em calçados fabricados no Rio Grande do Sul

8 01 2008

A Formax Quimiplan – Componentes para Calçados, de São Leopoldo (RS), está colocando no mercado neste mês a primeira aplicação prática do poliuretano termoplástico (TPU) para o setor desenvolvido a partir de fontes vegetais. A base orgânica do Thermogreen é soja, milho, mamona e girassol, entre outras alternativas, em substituição ao petróleo usado até agora para a produção de contrafortes e couraças (peças internas que estruturam os sapatos).

Os componentes de fontes renováveis chegam ao mercado com preço similar ao dos petroquímicos – na faixa de R$ 0,70. Os ganhos para os calçadistas estão no avanço na questão da sustentabilidade: o Thermogreen é integralmente reciclado.

O diretor da Formax, Flávio Faustini, destaca que o Thermogreen vai agregar valor e ajudar a desvincular o calçado dos custos crescentes dos derivados de petróleo. Pela mão dos fabricantes de calçados, a novidade chegará ao consumidor final com a coleção outono-inverno 2008.

“O Thermogreen é comparável ao biodiesel adotado pela frota automotiva”, disse o diretor da Formax, lembrando que a tecnologia pode ser direcionada para outros setores, como o próprio automotivo e o moveleiro. O empresário conheceu a novidade em outubro passado, em uma feira na Alemanha. A venda média mensal para a indústria calçadista é de 600 mil metros quadrados.

O custo de processamento é semelhante, tanto com a matéria-prima de origem petroquímica como a renovável (vegetal). “Talvez ocorra alguma redução com aumento do volume de produção”, destacou. A Formax tem em carteira cerca de 2,5 mil indústrias calçadistas. De acordo com o executivo, o processo de migração deve durar doze meses.

REFERÊNCIA:
ARRUDA, Guilherme. Empresa gaúcha produz sapato feito com soja e milho. Da Gazeta Mercantil. Disponível em: <http://br.invertia.com/noticias>. Acesso em: 08 Jan 2008





Poliuretano ecológico da Ecopol

2 01 2008

O Brasil produz, em média anualmente, cerca de 335 mil toneladas de poliuretano. Até 2012 este número deverá chegar a 441 mil toneladas apresentando uma evolução média de 4,7% ao ano. Em apenas algumas décadas o produto passou a fazer parte de vários aspectos do cotidiano das pessoas, como: na indústrias de colchões, móveis, veículos, construção civil, refrigeração, tecidos, esporte e lazer, calçadista, mineração, naval, e mais recentemente, em aplicações para designs de computadores e adesivos aeroespaciais.

Esta infinita gama de utilização do poliuretano, como um produto extremamente resistente, maleável e barato, gera ao país uma grande quantidade de resíduos – que oscila ao redor de 2,5 mil toneladas/mês. O destino destes restos, normalmente são a queima indiscriminada e os aterros industriais, onde levam milhares de anos para se decompor gerando um grave problema ao meio ambiente. Alguns países até recusam o recebimento de embalagens e de produtos que contenham poliuretano, por não possuir o ‘selo verde’ (não é reciclável). Apesar da preocupação das empresas em diminuir os resíduos de poliuretano, é inevitável a geração deles, na ordem de 3% a 5% para os processos mais eficientes, e de 5% a 15% em processos mais artesanais.

O percentual médio de resíduos de poliuretano gerado é de 8%, o que resultou em 26.778 toneladas em 2006. Para 2012 a projeção estimada é de 35.275 toneladas de resíduos. Tal contribuição em favor do meio ambiente, e que gera lucros e economia, vem de uma indústria da serra gaúcha, de Farroupilha. Primeira e única no país, a Ecopol – Reciclagem de Polímeros, atua no mercado brasileiro com a reciclagem de resíduos de poliuretanos.

A Ecopol realiza desde o trabalho de coleta de resíduos, reciclagem, comercialização ou mesmo o licenciamento e desenvolvimento de projetos de reciclagem junto às indústrias. A empresa, estima que até 2012 será capaz de reciclar 40% dos resíduos brasileiros. A organização foi pensada com o intuito de cuidar expressamente da gestão de resíduos com o objetivo de reduzir a quantidade de lixo nos aterros industriais, além de incorporar a mais avançada tecnologia através da automatização todos os processos de produção. O custo do poliol ecológico, resultado do processo de reciclagem, é de 20% a 30% mais barato do que o valor do poliol virgem.

REFERÊNCIA:
PORTAL ASSINTECAL BY BRASIL. Ecopol apresenta ao mercado brasileiro seu poliuretano ecológico. Disponível em: <http://www.assintecal.org.br>. Acesso em: 02 Jan 2008