Espuma reciclada pode substituir espuma à base de soja em estofamentos automotivos

5 09 2010

REFERÊNCIA:
ARAUJO, Marilu. DEPOIS DA RODA. Espuma reciclada pode substituir espuma à base de soja em estofamentos automotivos. Disponivel em: <bradescoseguroauto.jalopnik.com.br>. Acesso: 05 Set 2010


Graças a um novo processo industrial, as montadoras podem reciclar sobras de espuma de poliuretano para usá-las na produção de assentos para veículos.

As aparas de espuma são trituradas e submetidas a tratamento termoquímico. Em seguida, a massa obtida é moldada no formato de assentos e de apoios de cabeça usados em veículos.

A espuma reciclada corresponde a 5% do peso do material usado no assento e a 10% do empregado nos apoios de cabeça e substitui a quantidade de espuma à base de soja utilizada anteriormente.

Embora a espuma à base de soja cause menos impacto ambiental do que a de poliuretano, o processo de reciclagem dessa última promoverá o aproveitamento de resíduos antes descartados.

A Chrysler, por exemplo, conseguirá reciclar nos Estados Unidos mais de 80 toneladas de aparas de espuma de poliuretano. O volume de material equivale à carga total de 33 caminhões de lixo. Os assentos e apoios de cabeça produzidos com a nova espuma equiparão a versão 2011 do SUV Grand Jeep Cherokee. No futuro, a montadora espera aumentar o uso da espuma reciclada para 10% nos assentos e 20% nos apoios de cabeça.

O uso sustentável de matéria-prima também está nos planos de outras montadoras. Algumas delas passaram a informar não só a eficiência no uso de combustível como o índice de componentes recicláveis em cada veículo.

Recentemente, a Ford norte-americana anunciou que 85% dos componentes usados no SUV Explorer 2011 podem ser reciclados. Já a Smart informou que 95% das peças do pequenino ForTwo são recicláveis.

No vídeo a seguir (em inglês), os especialistas da Chrysler explicam o processo de reciclagem das aparas de espuma de poliuretano.

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Poliuretano termoplástico em calçados fabricados no Rio Grande do Sul

8 01 2008

A Formax Quimiplan – Componentes para Calçados, de São Leopoldo (RS), está colocando no mercado neste mês a primeira aplicação prática do poliuretano termoplástico (TPU) para o setor desenvolvido a partir de fontes vegetais. A base orgânica do Thermogreen é soja, milho, mamona e girassol, entre outras alternativas, em substituição ao petróleo usado até agora para a produção de contrafortes e couraças (peças internas que estruturam os sapatos).

Os componentes de fontes renováveis chegam ao mercado com preço similar ao dos petroquímicos – na faixa de R$ 0,70. Os ganhos para os calçadistas estão no avanço na questão da sustentabilidade: o Thermogreen é integralmente reciclado.

O diretor da Formax, Flávio Faustini, destaca que o Thermogreen vai agregar valor e ajudar a desvincular o calçado dos custos crescentes dos derivados de petróleo. Pela mão dos fabricantes de calçados, a novidade chegará ao consumidor final com a coleção outono-inverno 2008.

“O Thermogreen é comparável ao biodiesel adotado pela frota automotiva”, disse o diretor da Formax, lembrando que a tecnologia pode ser direcionada para outros setores, como o próprio automotivo e o moveleiro. O empresário conheceu a novidade em outubro passado, em uma feira na Alemanha. A venda média mensal para a indústria calçadista é de 600 mil metros quadrados.

O custo de processamento é semelhante, tanto com a matéria-prima de origem petroquímica como a renovável (vegetal). “Talvez ocorra alguma redução com aumento do volume de produção”, destacou. A Formax tem em carteira cerca de 2,5 mil indústrias calçadistas. De acordo com o executivo, o processo de migração deve durar doze meses.

REFERÊNCIA:
ARRUDA, Guilherme. Empresa gaúcha produz sapato feito com soja e milho. Da Gazeta Mercantil. Disponível em: <http://br.invertia.com/noticias>. Acesso em: 08 Jan 2008