Poliuretano ecológico da Ecopol

2 01 2008

O Brasil produz, em média anualmente, cerca de 335 mil toneladas de poliuretano. Até 2012 este número deverá chegar a 441 mil toneladas apresentando uma evolução média de 4,7% ao ano. Em apenas algumas décadas o produto passou a fazer parte de vários aspectos do cotidiano das pessoas, como: na indústrias de colchões, móveis, veículos, construção civil, refrigeração, tecidos, esporte e lazer, calçadista, mineração, naval, e mais recentemente, em aplicações para designs de computadores e adesivos aeroespaciais.

Esta infinita gama de utilização do poliuretano, como um produto extremamente resistente, maleável e barato, gera ao país uma grande quantidade de resíduos – que oscila ao redor de 2,5 mil toneladas/mês. O destino destes restos, normalmente são a queima indiscriminada e os aterros industriais, onde levam milhares de anos para se decompor gerando um grave problema ao meio ambiente. Alguns países até recusam o recebimento de embalagens e de produtos que contenham poliuretano, por não possuir o ‘selo verde’ (não é reciclável). Apesar da preocupação das empresas em diminuir os resíduos de poliuretano, é inevitável a geração deles, na ordem de 3% a 5% para os processos mais eficientes, e de 5% a 15% em processos mais artesanais.

O percentual médio de resíduos de poliuretano gerado é de 8%, o que resultou em 26.778 toneladas em 2006. Para 2012 a projeção estimada é de 35.275 toneladas de resíduos. Tal contribuição em favor do meio ambiente, e que gera lucros e economia, vem de uma indústria da serra gaúcha, de Farroupilha. Primeira e única no país, a Ecopol – Reciclagem de Polímeros, atua no mercado brasileiro com a reciclagem de resíduos de poliuretanos.

A Ecopol realiza desde o trabalho de coleta de resíduos, reciclagem, comercialização ou mesmo o licenciamento e desenvolvimento de projetos de reciclagem junto às indústrias. A empresa, estima que até 2012 será capaz de reciclar 40% dos resíduos brasileiros. A organização foi pensada com o intuito de cuidar expressamente da gestão de resíduos com o objetivo de reduzir a quantidade de lixo nos aterros industriais, além de incorporar a mais avançada tecnologia através da automatização todos os processos de produção. O custo do poliol ecológico, resultado do processo de reciclagem, é de 20% a 30% mais barato do que o valor do poliol virgem.

REFERÊNCIA:
PORTAL ASSINTECAL BY BRASIL. Ecopol apresenta ao mercado brasileiro seu poliuretano ecológico. Disponível em: <http://www.assintecal.org.br>. Acesso em: 02 Jan 2008





Plástico vegetal pode substituir petróleo na indústria calçadista

28 12 2007

Formax lança a primeira aplicação prática brasileira do TPU (poliuretano termoplástico) desenvolvido a partir de fontes vegetais, portanto renováveis. Surge na indústria calçadista a primeira aplicação prática brasileira de poliuretanos termoplásticos – TPU – desenvolvidos com base orgânica em substituição ao petróleo. A inovação vem pelas mãos da Formax Quimiplan – Componentes para Calçados Ltda., de São Leopoldo/RS, que há dez anos já desenvolve um trabalho pioneiro de reciclar resíduos de seus próprios produtos.

Agora, está lançando o Thermogreen, linha de contrafortes e couraças (peças internas que estruturam os sapatos) produzida a partir de polímeros feitos de fontes renováveis, como soja, milho, mamona e girassol, por exemplo. “O Thermogreen é a era do biodiesel chegando à indústria calçadista”, compara Flávio Faustini, diretor da Formax. A empresa é líder brasileira no fornecimento destes insumos e incorporou a busca de soluções para negócios sustentáveis a suas estratégias cotidianas.

Além de representar um avanço ambiental relevante, o novo produto tem significação comercial e econômica. Faustini destaca que o Thermogreen vai agregar valor e ajudar a desvincular o calçado dos custos crescentes dos derivados de petróleo, mantendo as propriedades e eficácia da formulação tradicional. Na prática, estes componentes, agora gerados a partir de fontes vegetais, chegam ao mercado com preço similar ao dos petroquímicos.

Os ganhos, portanto, são no sentido de avanço concreto na questão da sustentabilidade do planeta. O mundo deve consumir 16,3 bilhões de pares de calçados em 2007. Mais de 700 milhões são produzidos no Brasil. Os contrafortes, usados como reforço interno na altura do calcanhar, e as couraças, utilizadas com a mesma função sobre o peito do pé, estão em grande parte desta produção.

REFERÊNCIA:
MONITOR MERCANTIL DIGITAL. Plástico vegetal pode substituir petróleo na indústria calçadista. Disponível em: <http://www.monitormercantil.com.br>. Acesso em: 28 Dez 2007.