Nova camisinha feminina de poliuretano

27 12 2007

A camisinha feminina, que era uma grande esperança para tentar vencer o machismo dos países pobres e ajudar no combate à Aids, simplesmente não pegou. Casais do mundo inteiro reclamaram que era difícil de usar, esquisita, barulhenta e escorregadia. Agora, os cientistas estão tentando de novo. Um novo design, muito parecido com o antigo numa ponta e totalmente diferente dele na outra, foi desenvolvido — e seus criadores esperam que ele tenha sucesso onde seu predecessor falhou.

“Nos últimos 15 anos, nunca ouve concorrência nem um produto de segunda geração”, diz Michael J. Free, chefe de tecnologia da ONG Path, de Seattle (Estados Unidos). A organização foi responsável por redesenhar a camisinha feminina. “Nunca faltou interesse, mas nós ficamos parados no tempo”, afirma ele.

Entretanto, o novo design ainda não venceu a principal desvantagem que condenou a versão anterior ao fracasso: não dá para usá-lo em segredo. É por isso que as mulheres casadas, hoje um dos principais grupos de risco de Aids nos países pobres, raramente usam a camisinha feminina.

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“Não quero que meu marido saiba que estou usando uma camisinha”, diz Lois B. Chingandu, diretora da SAfaids, organização anti-Aids do Zimbábue. “É quase impossível conversar sobre o uso de preservativos dentro do casamento” na África, acrescentou ela. “É algo associado com sexo casual. Se a esposa usa uma camisinha, a mensagem que ela passa é que foi infiel.”
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